Vamos dar uma descansada e bater papo?

 

 

Histórias que mamãe contava ....

 

Minha mãe nasceu em 1917. E morreu em 1967. Mas apesar do pouco tempo de vida viveu intensamente. Era muito bonita. De rosto e de corpo. Descendente de portugueses por parte de pai e índios puris por parte de mãe, tinha uma  beleza exótica. Brava! Muito mesmo. Severa, batia na gente pra valer. Mas soube educar as filhas.

E vamos aos “causos” de mamãe:

Ela se dizia namoradeira para valer. Tomar namorados alheios e depois sair fora era com ela mesma. Não perdia bailes e dançava muito. Talvez por isto nenhuma de nós aprendeu dançar,  pois ela jamais admitiu suas filhas em um baile. Sabe a resposta que dava quando reclamávamos? “Façam aquilo que eu digo e não façam aquilo que eu faço”... Que pedagogia heim?

Meu avô cansado das reinações dela lhe arranjou um noivo! Que ela, claro, odiou desde o primeiro instante. Mas naquela época (1934) como uma moça mineira ousaria desobedecer? Seria levada à igreja nem que fosse arrastada pelos cabelos!

Mas o que foi o dia do casamento é pura diversão: Meu pai, farrista, que não gostava do batente, tinha uma vida de playboy: Saía para os bailes sábado, emendava até 5ª feira, voltando para casa para lavar o terno (branco) e se preparar para a próxima! Pois foi o castigo que meu avô planejou para minha mãe. E chega o dia fatídico. Depois eu conto como eram os casamentos naquela época. Minha mãe às 9 horas na igreja e meu pai simplesmente não aparecia. (Chegou às 3 da tarde). Depois souberam o que aconteceu. Ele chegou na casa de um amigo, tão amigo que seria o padrinho do casamento e foi meu padrinho de batismo. Vira-se com a cara mais limpa e diz que precisava de um terno para casar ou dinheiro para fugir! Meus padrinhos horrorizados disseram que ele se casaria de qualquer maneira! E Madrinha Belinha foi lavar e secar à ferro (de carvão) o terno com o qual, afinal às 16 horas ele se casou... rss



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